Vivemos rodeados de pessoas, encontros, mensagens, sincronicidades.
Há momentos que sentimos mais especiais do que outros e descrevemos como “uma conexão especial”.
Quando duas energias se encontram
Cada pessoa traz consigo uma história, emoções, crenças, feridas, sonhos e, claro, a sua frequência energética. Quando nos cruzamos com alguém, não encontramos só a pessoa diante de nós; despertamos para quem somos junto dela.
Uma conexão pode ser um espelho. Pode revelar-nos aquilo que precisamos de curar, transformar, conhecer em nós ou compreender.
Nem todas as conexões são para ficar
Uma das grandes aprendizagens da vida é perceber que uma conexão significativa não significa necessariamente uma relação permanente.
Há pessoas que entram na nossa vida para caminhar connosco durante anos; outras permanecem apenas durante uma estação.
Por vezes, insistimos em manter ligações que já cumpriram o seu propósito porque confundimos intensidade com destino. No entanto, quando uma conexão deixa de ser saudável, talvez a sua função já não seja permanecer, mas ensinar-nos a escolhermo-nos.
A conexão começa dentro
Procuramos muitas vezes a conexão perfeita no exterior: alguém que nos compreenda, que nos complete, que nos faça sentir vistos, válidos ou importantes.
Mas existe uma conexão anterior a todas as outras, primordial: a conexão com a nossa essência. Quando deixamos de fugir do que sentimos, começamos a ouvir a nossa verdade; quando aprendemos a estar connosco, deixamos de aceitar qualquer presença apenas para não nos sentirmos “sozinhos(as)”.
E aí, as relações passam a nascer de um lugar diferente, não da falta, mas da escolha; não da carência, mas da vontade de partilhar o que já somos e o que já alcançámos.
Escutar o que uma conexão veio mostrar
“Porque é que esta pessoa apareceu na minha vida?”
“O que é que esta pessoa está a despertar em mim?”
São algumas das perguntas que te podes colocar.
“Uma ferida? Um desejo?”
“Uma necessidade de estabelecer um limite?”
Lembra-te de que as conexões podem ser portas, mas somos nós que escolhemos atravessá-las.
Quando a conexão se transforma em consciência
A verdadeira conexão começa quando deixamos de olhar apenas para o que acontece fora e começamos a perceber o que se movimenta dentro de nós. É aí que a energia ganha significado, a intuição se torna mais clara e a consciência nos permite escolher de outra forma.
No fundo, conectar é também escutar. Escutar o outro, mas sobretudo escutar aquilo que a nossa própria alma nos revela através de cada experiência.
E talvez essa seja a maior das conexões: aquela que nos devolve, silenciosamente, a nós próprios.
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